Fichamento do Texto : Teoria do Não Objeto de Fernando Gullar

 A partir da leitura do texto, um não objeto seria aqueles obtidos por meio dos sentidos, por meio da experiência do observado com o objeto. 

Para entender a questão é preciso voltar na história, nas vanguardas europeias, o cubismo, o dadaísmo. A exemplo do cubismo, que ao pintar os quadros transformava os objetos em cubos, acarretando na retirava do que caracterizava aquele objeto. Nesses quadros encontra-se a presença de signos, papéis colados, números e é Pieter Mondrian que vai dar um sentido mais revolucionário no cubismo ao tirar todos esses elementos, deixando apenas linhas pretas. Nas propostas artísticas do dadaísmo e do construtivismo, o objeto comum deixa de ser apenas utilitário e passa a ser recriado ou resinificado, abrindo espaço para experiências que superam os moldes clássicos da pintura e da escultura.

O não-objeto é a libertação da obra de arte de suas amarras históricas, como a moldura e a base. Ele abandona a função de "espelho" do mundo para se tornar um fato concreto, uma realidade que se manifesta no mesmo tempo e espaço que o observador. O sentido da obra não está mais na imagem que ela representa, mas no encontro e na interação que ela provoca.

Além disso, obra de arte para ser considerada um não-objeto é preciso que elas se realizem fora dos limites convencionais da arte.

Um não-objeto, possui uma própria significação mas essa ignificação é intrínseco à sua própria forma, além do que a relação com o sujeito dispensa um intermediário.


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